Menopausa pode causar depressão?

Resposta: As pessoas costumam associar depressão à menopausa. É bom frisar que a menopausa é um diagnóstico retrospectivo, a mulher tem que ficar 12 meses sem menstruar, ocorrendo por volta dos 50-52 anos de idade. Na menopausa, há uma falência ovariana total, os ovários não fabricam mais os hormônios estrógeno e progesterona.
Porém, os estudos atuais demonstram não haver aumento da prevalência ou incidência da depressão no período após a menopausa.
Já o período da perimenopausa, que se inicia cerca de cinco anos antes da menopausa e vai até um ano após, é o mais importante para a ocorrência de depressão.

Sintomas da perimenopausa

Tal período é caracterizado por uma intensa flutuação dos hormônios femininos, por sintomas físicos (como as ondas de calor ou fogachos) e por sintomas psíquicos (humor depressivo, irritabilidade, insônia).
Na atualidade, a medicina sabe que há subgrupos de mulheres que são mais sensíveis a essas oscilações hormonais da perimenopausa. Tais oscilações funcionam como "gatilhos" para episódios depressivos na perimenopausa.
Um trabalho da Universidade de Harvard (EUA/2008) demonstrou que a perimenopausa, por si só, aumenta em cerca de duas vezes a chance de depressão, independente da presença de outros fatores.
Nunca devemos nos esquecer de que fatores psicológicos e sociais, com mudanças de papéis coincidentes com o período, também podem contribuir.
O tratamento da depressão pode envolver, dependendo de cada caso clinico analisado individualmente, desde o uso de antidepressivos e hormônios até a psicoterapia.
*Com informações Vya Estelar

 

Falta de vitamina D eleva risco de falha de memória

A falta de vitamina D, cuja principal fonte é o sol, eleva o risco de déficit cognitivo em idosos, revela um estudo das universidades de Cambridge e de Michigan com 2.000 pessoas com 65 anos ou mais. É a primeira vez que essa ligação é demonstrada em uma pesquisa científica de larga escala. O déficit cognitivo, caracterizado por falhas de memória e de processamento das informações, é um dos principais fatores de risco para a demência.
Durante o estudo, publicado no "Journal of Geriatric Psychology and Neurology", foram medidos os níveis de vitaminas e das funções cognitivas. Os pesquisadores verificaram que, quanto menores os níveis de vitamina D, maiores são as taxas de déficit cognitivo. Os idosos que tinham deficiência de vitamina D, quando comparados com aqueles que apresentavam bons níveis desse nutriente, apresentaram o dobro de chances de danos cognitivos. Historicamente, a deficiência de vitamina D em idosos tem sido relacionada a risco aumentado de quedas e fraturas.
Esse nutriente, que já existe no organismo e é "acordado" pelo sol, é responsável pela absorção de cálcio, essencial para o desenvolvimento dos ossos. "Nós não sabemos exatamente como a vitamina D afeta o sistema cognitivo, mas outros estudos menores já sugeriram uma relação entre a função mental e a vitamina D. Também sabemos que ela atua na regulação do metabolismo e na proteção do sistema autoimune. Então, é possível que ela tenha um efeito neuroprotetor e que, inclusive, exerça um papel reparador do cérebro", disse Iain Lang, professor da Península Medical School e um dos autores do estudo.
Lang explica que a maioria das pessoas consegue obter vitamina D suficiente por meio do sol, mas que em idosos e negros, a absorção desse micronutriente é menor. "Isso pode acontecer inclusive no Brasil, um país bem mais ensolarado do que a Inglaterra", comenta o pesquisador, citando dados de um estudo brasileiro.
A pesquisa mencionada por Lang foi desenvolvida pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em 2005, com 102 idosos de duas clínicas geriátricas de Porto Alegre. O trabalho constatou que 85% deles tinham deficiência de vitamina D. Lang defende que os médicos estejam atentos para a necessidade de suplementação do nutriente, por meio de alimentos - como salmão e atum - ou de compostos vitamínicos. "Pessoas com maior dano cognitivo têm mais chances de desenvolver demência. Identificar caminhos que nos levem a diminuir os níveis de demência é a chave para os serviços de saúde de todo o mundo."

 

Relação

O geriatra Eduardo Ferrioli, da USP de Ribeirão Preto, explica que os neurônios do sistema nervoso central possuem receptores para a vitamina D. Alguns pequenos estudos anteriores, segundo ele, já sugeriram que maiores níveis de vitamina D poderiam exercer um efeito neuroprotetor, melhorando os níveis de cognição. "O mecanismo dessa proteção pode ser múltiplo, incluindo o estímulo à produção de neurotrofinas, modulação da produção de óxido nítrico ou mesmo redução da produção de citocinas inflamatórias, que parecem estar relacionadas à doença de Alzheimer." O problema, segundo ele, é que nesse tipo de estudo (sem acompanhamento a longo prazo), não é possível estabelecer a relação de causa e efeito. "Os fatos estão relacionados, mas será que pessoas com pior cognição acabam com menores níveis de vitamina D ou pessoas com menores níveis de vitamina D desenvolvem déficits de cognição?", questiona ele.
Ferrioli continua: "Pode ser, por exemplo, que pessoas com menores níveis de cognição se exponham menos ao sol ou comam menos alimentos ricos em vitamina D e acumulem menores níveis dessa vitamina, sem que haja uma relação causal com o déficit cognitivo."
Para a neuropsicóloga Jacqueline Abrisqueta-Gomes, pesquisadora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o estudo inglês é importante porque pode representar uma peça a mais no entendimento dos perfis neuropsicológicos que levam ao déficit cognitivo.
"Até pouco tempo atrás, não sabíamos, por exemplo, que o diabetes interfere na cognição. Agora, sabemos que o paciente diabético tem baixo nível de memória." O psiquiatra Cassio Bottino, coordenador do Proter (Projeto Terceira Idade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que o déficit de vitamina D na população idosa está normalmente associado a problemas ósseos, causados pela má absorção de cálcio, e que desconhece outros estudos que associem essa deficiência a problemas de cognição.
"É realmente algo novo, que merece ser mais bem investigado e replicado em outras populações para saber se a mesma relação existe."
Segundo ele, fatores genéticos, baixa escolaridade e doenças como hipertensão e diabetes (que podem causar lesões vasculares no cérebro), além do próprio processo de envelhecimento, aumentam o risco de déficit cognitivo dos idosos. "Muitas vezes, intervenções muito baratas, como orientar os idosos para uma vida mais saudável, têm demonstrado efeitos muito benéficos."
*Com informações Portal do Coração

 

Enxaqueca

Enxaquecas são crises de dor de cabeça de intensidade moderada/grave, geralmente unilaterais, latejantes e habitualmente acompanhadas de náuseas, vômitos, e intolerância à claridade. São mais freqüentes nas mulheres, tendo seu início na puberdade, e se estendem habitualmente por toda vida fértil. Podem apresentar grande melhora durante as gestações e após a menopausa. As crises têm freqüência variável, duram por horas ou até dias, podendo alcançar num percentual razoável de pacientes, uma frequência diária ou quase que diária.

Alguns pacientes, antes das crises, apresentam alterações visuais (visão embaçada, luzes coloridas ou até perda parcial da visão). Essas alterações geralmente precedem as crises e duram por cerca de 30 minutos. As crises podem ou não ter fatores desencadeantes, tais como: dormir muito, dormir pouco, dormir fora de hora, determinados alimentos, cheiros fortes, ciclo menstrual, exposição ao sol, esforço físico, bebida alcoólica e stress emocional, dentre outros. Esses fatores devem ser particularizados para cada paciente.

Por que as enxaquecas ocorrem?

Acredita-se, hoje, que as crises tenham seu início em áreas específicas do encéfalo (tronco cerebral). Iniciado este processo (espontaneamente ou por fatores externos), há envolvimento de vias nervosas e de algumas substâncias químicas (neurotransmissores) que, quando liberadas, provocam dor, configurando, então, uma crise com todo seu cortejo de sintomas. Muito provavelmente as enxaquecas tenham componentes genéticos de transmissão, pois não é raro encontrarmos famílias com várias pessoas afetadas. A enxaqueca não é uma doença estrutural do encéfalo (por esta razão toda a investigação laboratorial e de neuro-imagem é normal), mas, sim, uma doença disfuncional.

Como as enxaquecas são diagnosticadas?

A partir de 1988, a International Headache Society (IHS) publicou critérios diagnósticos para a enxaqueca. Esse fato é de suma importância, uma vez que será importante se diferenciar uma enxaqueca (cefaléia doença) de outras formas de dor de cabeça que sejam sintomas de outras doenças, como aquelas dores de cabeça que acompanham as meningites, os sangramentos cerebrais, os tumores cerebrais ou, até mesmo, sinusites agudas (cefaléia sintoma). A pessoa mais indicada para realização do diagnóstico correto é o médico.
Por ser ela uma doença funcional, a história clínica é a parte mais importante da consulta para o diagnóstico correto.

Como se trata enxaqueca?

Existem duas formas de tratamento da enxaqueca: O tratamento da crise e o tratamento preventivo.
No tratamento agudo, são utilizados desde analgésicos comuns, até drogas mais potentes, como os antiinflamatórios, e a utilização de medicamentos mais específicos como as ergotaminas e, mais recentemente, um grupo de drogas chamadas triptanos. O tratamento deverá ser sempre individualizado, de acordo com a intensidade da dor, sua duração e a invalidez que ela provoca nessas pessoas. Deve-se sempre respeitar as contra-indicações desses medicamentos.

O tratamento preventivo consiste na utilização de drogas que impedem que o paciente tenha crises.

São medicamentos de uso diário, prescritos por um determinado período de tempo. É importante salientar que cerca de 60% dos pacientes que se submetem a tratamento profilático apresentam melhora clínica. Ocorre diminuição da freqüência, da intensidade e da duração das crises. Além do fato de os episódios dolorosos que ocorrem na vigência do tratamento serem geralmente de menor intensidade e mais rapidamente resolvidos.
Toda essa explicação se prende ao fato de que uma parcela não desprezível de pacientes, em virtude de suas crises frequentes, acabam fazendo uso abusivo de medicação analgésica, perpetuando suas crises e impedindo que elas desapareçam por completo. Esses medicamentos, tomados em demasia, também podem ser responsáveis a médio prazo por efeitos colaterais graves nos sistemas renal e hepático.

Qualidade de vida para os portadores de cefaléias ou enxaquecas

As enxaquecas são uma das causas mais importantes na diminuição da qualidade de vida das pessoas. Elas afastam as pessoas do convívio social, profissional e até familiar. Sabe-se, hoje, que os portadores de enxaqueca faltam ao trabalho cerca de 12 dias a mais por ano que os não portadores desta doença, com implicações de custo social para as fontes pagadoras.
Informações: mentalhelp.com

 

Obesidade

Descrição

É a presença de grande quantidade de gordura no corpo, excessiva com relação à massa muscular. Considera-se obesa aquela pessoa com um peso superior de 15 a 20% daquele recomendado na tabela padrão.

Causas

Uma série de fatores combinados: genéticos, psicológicos, sócio-econômicos, relativos ao desenvolvimento e a falta de atividade física - colaboram para que se produza um consumo de calorias maior que o necessário e utilizado pelo organismo. Em poucos casos, as lesões cerebrais, a ingestão de certos medicamentos ou as alterações hormonais, podem ser a causa da obesidade.

Sintomas
A obesidade pode produzir moléstias cutâneas, sudorese excessiva, adormecimento dos membros inferiores, artrose nas cadeiras, joelhos e tornozelos, ou dor lombar. Também existem dificuldades respiratórias, pelo acúmulo de gordura embaixo do diafragma ou na parede do tórax, que exercem pressão sobre os pulmões. Essas dificuldades podem produzir sonolência durante o dia e breves interrupções respiratórias durante o sono. Por seu turno, a obesidade aumenta o risco de acometimento de outras doenças, tais como hipertensão arterial, diabete, doença coronária. Nas mulheres aumentam as possibilidades de doenças da vesícula biliar, de distúrbios na menstruação, de câncer de útero, ovário e mama. Nos homens, o risco de câncer de próstata, reto e cólon.

Diagnósticos

A determinação exata do nível de obesidade realiza-se com o uso de tabelas que comparam peso e altura, permitindo calcular o índice de massa corpórea.

Tratamentos

A perda de peso é obtida consumindo uma quantidade menor de calorias que aquelas necessárias para o organismo. Isso envolve uma modificação geral da conduta: deve-se incorporar exercícios físicos e modificar os hábitos alimentares. Os regimes são um terceiro elemento do tratamento. Recomenda-se uma redução gradativa do peso, sem a ajuda de fármacos ou de outros elementos alheios a uma mudança da conduta. Nos casos de obesidade severa, podem ser aplicados tratamentos cirúrgicos (com redução do tamanho do estômago), de grande eficácia quando incluídos num programa de tratamento mais abrangente.
Fonte: saude.com.br